Inteligência Jurídica
Reestruturação Empresarial: O Turnaround como Instrumento de Preservação de Valor

Por Rodrigo Laffitte
Sócio-Fundador · Reestruturação
A reestruturação empresarial é frequentemente confundida com corte de custos. Na realidade, trata-se de um processo multidimensional que envolve revisão da estrutura de capital, renegociação de passivos, reorganização operacional e, muitas vezes, redesenho do modelo de negócio.
"Reestruturar não é encolher. É reposicionar a empresa em uma base financeira e operacional sustentável."
O diagnóstico inicial deve mapear três dimensões: (i) liquidez — a empresa consegue honrar compromissos de curto prazo?; (ii) solvência — o ativo supera o passivo?; (iii) viabilidade — o negócio gera caixa suficiente para se manter sem aportes extraordinários?
Empresas que iniciam a reestruturação antes da crise aguda preservam significativamente mais valor do que aquelas que esperam o estrangulamento financeiro.
Instrumentos jurídicos disponíveis incluem: renegociação extrajudicial estruturada, recuperação extrajudicial homologada, recuperação judicial, cessão de créditos, alienação de ativos não estratégicos e operações de M&A como mecanismo de capitalização.
A escolha entre via extrajudicial e judicial depende do perfil dos credores, do grau de dispersão do passivo e da urgência da proteção patrimonial. Não existe solução única — existe a solução adequada ao caso.
O turnaround bem-sucedido combina rigor técnico com capacidade de negociação. O jurídico lidera, mas o resultado é multidisciplinar.
Rodrigo Laffitte
Sócio-Fundador · Reestruturação
Ler no mobile
