Recuperação Judicial · Lei 11.101/2005 · Agronegócio

    Recuperação Judicial para o Agronegócio e o Produtor Rural

    Um caminho para o produtor rural e a empresa do agro reorganizarem suas dívidas, protegerem a atividade e ajustarem os pagamentos ao ciclo da safra.

    Para que serve

    Proteger a atividade enquanto as dívidas são reorganizadas

    A recuperação judicial dá ao produtor rural e à empresa do agro tempo para reorganizar os pagamentos. Com o pedido aceito pela Justiça, cobranças e execuções das dívidas incluídas ficam suspensas. Terra, máquinas e produção essenciais à atividade podem receber proteção judicial. O plano pode acompanhar o ciclo da safra, enquanto o produtor segue na gestão.

    O que entra no plano

    Quais dívidas podem entrar

    A análise das garantias de cada contrato define quais dívidas podem ser reunidas no plano.

    01

    Dívidas com revendas de insumos e cooperativas, sem garantia fiduciária

    02

    Empréstimos bancários sem alienação fiduciária

    03

    Crédito rural com recursos livres

    04

    Dívidas com garantia real, como hipoteca e penhor agrícola ou pecuário

    05

    Fornecedores e prestadores de serviço

    06

    Contratos de barter e CPR financeira, conforme a estrutura de garantias

    Para o produtor pessoa física, entram as dívidas ligadas à atividade rural e registradas na sua escrituração.

    Benefícios

    O que o produtor e a empresa ganham

    Suspensão das cobranças e execuções das dívidas incluídas por 180 dias

    Proteção judicial de bens essenciais à atividade, conforme cada caso

    Possibilidade de carência e parcelas alinhadas ao ciclo da safra

    Renegociação conjunta com bancos, tradings e revendas

    Quem pode pedir

    Produtores rurais e empresas do agro

    01

    Produtor rural pessoa física

    O produtor com atividade regular há mais de dois anos pode pedir a recuperação, mediante comprovação da atividade e inscrição exigida por lei.

    02

    Empresas do agronegócio

    Empresas de produção, armazenagem, processamento, revenda de insumos e serviços ao agro também podem apresentar o pedido.

    03

    Registros da atividade

    A Escrituração Contábil Fiscal e o Livro Caixa Digital do Produtor Rural são registros contábeis da atividade. Eles ajudam a comprovar o histórico e a situação financeira.

    04

    Micro e pequenas empresas

    Produtores e empresas enquadrados como micro ou pequena empresa também podem avaliar o plano especial.

    Como funciona

    Do diagnóstico ao plano ajustado à safra

    01

    Diagnóstico das dívidas e garantias

    Mapeamos contratos bancários, CPRs, barter, arrendamentos e cobranças para identificar as dívidas incluídas na recuperação.

    02

    Planejamento por safra

    Projetamos pagamentos a partir do ciclo produtivo, dos custos da produção e da receita esperada.

    03

    Pedido na Justiça

    Com o pedido aceito, as execuções das dívidas incluídas são suspensas enquanto o plano é elaborado e negociado.

    04

    Plano e acompanhamento

    O plano é apresentado aos credores e, depois de aprovado pela Justiça, os pagamentos são acompanhados.

    No agro, prazo, carência e parcelas precisam acompanhar o ciclo da safra.

    Regras específicas

    Dívidas que seguem regras próprias

    Essas dívidas podem ser tratadas em negociação paralela.

    Tributos, que podem ser negociados por transação tributária

    Dívidas com alienação ou cessão fiduciária

    CPR com entrega física e preço antecipado

    Crédito rural com recursos controlados já renegociado, conforme a lei

    Cuidados antes do pedido

    Preparação para uma decisão segura

    Um pedido bem preparado começa pelo diagnóstico das dívidas, das garantias, da documentação contábil e da capacidade de pagar conforme a safra.

    Também avaliamos o acesso ao crédito da próxima safra, os contratos de insumos e os bens essenciais à produção. A rejeição do plano pode levar a recuperação de uma empresa a se transformar em falência.

    Dependendo do caso, a recuperação extrajudicial ou a negociação direta pode oferecer um caminho mais adequado.

    Rodrigo Laffitte — Sócio Fundador da Laffitte Advocacia Especializada
    Liderança técnica

    “No agronegócio, o diagnóstico vem antes da tese. É preciso saber quantas dívidas têm garantia fiduciária, o que a safra sustenta e qual o custo real de entrar em recuperação, para só então escolher entre judicial, extrajudicial ou renegociação.”

    — Rodrigo Laffitte

    Sócio Fundador | Diretor Geral · Laffitte Advocacia Especializada

    Atuação em recuperação de empresas e direito empresarial.

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    Aviso legal: Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo. A recuperação judicial depende do preenchimento dos requisitos legais e da análise do Poder Judiciário. Não há garantia de concessão ou de resultado.

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